Conversando com Roald Andretta

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Matéria: Glauco(glauco@pesquesolte.com.br)
Fotos: Roald Andretta(lobadomar@lobadomar.com.br)

Pesquesolte: Como foi o seu percurso até chegar a colaborador da revista Pesca Esportiva?
Eu pesco desde a infância e comecei cedo participar de competições. Com os bons resultados em campeonatos vieram alguns patrocínios que mais tarde se transformaram em consultorias. Na mídia, fui convidado a fazer um programa de pesca na TV Bandeirantes do Paraná em 1994, a partir deste alguns outros em rede nacional (CNT e Manchete) até ser convidado pelo Rubinho a fazer parte da Equipe Pesca e Cia onde derivei para a área editorial (1995). Com a decisão da Revista Náutica (GR1 Editora) em entrar no mercado pesca - Revista Pesca Esportiva - , fui convidado para ser seu Consultor Técnico (1998) onde continuo meus trabalhos.

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Pesquesolte: Quais os seus peixes preferidos?
Robalo, Black Bass e Tucunaré.


Pesquesolte: Entre os muitos lugares que você pescou, qual o lugar do Brasil que mais te impressionou por sua beleza e qualidade de pesca?
A bacia do Rio Negro é impressionante, porém não se pode deixar fora a região do São Benedito.


Pesquesolte: Quando você começou a pescar e soltar?
Nossos trabalhos em defesa do Pesque e Solte começaram com os programas de TV em 94, porém já na década de 70 evitávamos matar mais peixes que o necessário para o consumo imediato.


Pesquesolte: O que é a pesca esportiva na sua opinião?
É aquela onde a técnica e o convívio com a natureza tem prioridade. Na volta, a bagagem trás muitas fotos e lembranças de emoções vividas. Na Pesca Esportiva o maior exemplar, a maior conquista merece chances de revanche. Porém na minha opinião esportividade não é sinônimo de usar material leve para capturar peixes grandes, o estresse gerado nestas situações pode causar danos irreparáveis para o peixe.


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Pesquesolte: Quando você se depara com aquele pescador que está acostumado a matar o que pesca, o que você fala?
Quando é uma pessoa simples com pouco acesso às informações, tento argumentar. Em caso contrário não dou atenção, pois se trata de alguém que está buscando a polêmica ou chamar atenção. O mais fácil é deixar as crianças de hoje ridicularizarem suas atitudes.




Pesquesolte: Nos últimos tempos algumas revistas de pesca tradicionais deixaram de circular e alguns programas de TV pararam de ser exibidos, na sua opinião quais as maiores dificuldades do setor?
Na minha opinião, uma das maiores dificuldades é a falta de reconhecimento no impacto que este mercado alavanca. Por exemplo: com milhões de consumidores praticando a pesca, onde estão os anunciantes de bebida, de carros, de indústrias genéricas, de turismo, etc...???
A falta de união e seriedade de alguns compromete a classe composta por muita gente boa.
Egos, individualismos e competitividade fora da água também não agregam nada ao mercado.


Pesquesolte: Qual a sua opinião a respeito das iscas artificiais nacionais?
Essa é fácil, hoje temos várias marcas que não devem nada às importadas e são projetadas direcionadas para nossos peixes.


Clique em cima da foto para visualizar melhor. Pesquesolte: Existe alguma coisa relacionada com a pesca que você se arrepende de ter feito? Ou de não ter feito?
Levo comigo um grande peso na consciência: Ter matado o Blackbass recorde aqui no Brasil.
O que ainda não fiz,... está nos planos para o futuro.


Pesquesolte: Quais os seus ídolos (referências) na pesca?
No exterior: Linda England, Chuck Deveraux e Ken Cook.
No Brasil: Álvaro Mouawad, Rubinho e Nelson Nakamura - Cada um deles contribuiu muito a pesca atingir o estágio de atividade econômica no Brasil.


Pesquesolte: Oficialmente o recorde brasileiro do Black-bass pertence a você. Como foi fisgar esse troféu?
Foi uma emoção muito forte na época. Eu era muito competitivo e buscava a superação em cada pescaria. Acho que simbolizou toda uma fase da minha vida.


Pesquesolte: Você é consultor de algumas empresas de pesca, como é participar do desenvolvimento e testes de novos produtos?
É muita responsabilidade, principalmente no atual estágio de elevado índice técnico dos pescadores brasileiros. Quando analiso um produto levo muito em conta o perfil dos consumidores que o utilizarão.


Clique em cima da foto para visualizar melhor. Pesquesolte: Qual a sua opinião sobre os campeonatos/torneios de pesca? E sua importância para o mercado?
Os campeonatos são grandes incentivos ao progresso do mercado, tanto na técnica como no consumo. Esquecendo os exemplos milionários do exterior, vou tomar como exemplo o meu Estado, graças ao Circuito Paranaense de Pesca Esportiva (existente a mais de 10 anos) temos no mercado mais de 130 bassboats com motorização entre 90 HPs e 225 HPs. O valor do investimento dá uma idéia do consumo como um todo.
Em outros locais existe resistência de alguns alegando incentivo à rivalidade e formação de "panelas". Estes contratempos são facilmente contornados, basta que os eventos assumam variações como gincanas, encontros e congraçamentos almejando vários tipos de pesca, tribos e peixes.
Quando eu comecei a pesca era mais atuante que o surf, hoje o surf nos dá um banho, um dos motivos: competições e eventos organizados.


Pesquesolte: Como foi participar do Bass Master's Classic???
Só estando lá para ver. É difícil descrever a emoção de tomar parte de um evento que literalmente pára uma cidade. Transmissão de TV ao vivo para os EUA e Japão, mais de US$ 1.000.000,00 em prêmios. Premiação num ginásio de esportes com 20.000 expectadores e cada vez que o pescador tira um grande peixe do viveiro é como se fosse um gol no Maracanã. Indústria, comércio, mídia e conservação ambiental agindo juntas com base no Esporte da Pesca. Foi uma lição para nunca mais esquecer e sonhar todas as noites.


Pesquesolte: Quais os seus projetos / atividades atuais?
Além da área editorial, consultoria para o PNDPA e empresas ligadas ao setor, tenho parceria com a Empresa Loba do Mar de cursos de marinharia, cursos práticos (especialização) aliados à atividade de guia de pesca e implantação da pesca esportiva em empresas ligadas ao turismo e hotelaria.


Pesquesolte: Quais são os seus planos para o futuro?
Levar a pesca para outras áreas de atuação como pesquisas e implantação de projetos.



C O N T A T O:
Loba do Mar - Consultoria, Cursos e Despachante Náutico
E-mail: lobadomar@lobadomar.com.br
Telefone: (41) 333-9003




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